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Existem
pais à medida e não pais perfeitos: pais que fazem o que melhor sabem à
medida das suas possibilidades e circunstâncias. |
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1.
Enquadramento social e teórico do programa
São cada vez
mais (re)conhecidas as dificuldades por que passam os pais ou outros
responsáveis por crianças no que toca à sua educação. A sociedade
moderna exige cada vez mais dos pais, enquanto educadores, ao mesmo
tempo que coloca barreiras à sua participação plena na educação formal
e informal dos filhos (e.g. horários de trabalho que dificultam uma
satisfatória disponibilidade para a família). É também um facto de que,
com alguma frequência, os pais delegam na escola a sua
responsabilidade, ou seja, atribuem à escola um papel que, em primeira
instância, é seu. Neste contexto, e enquadrado num modelo de prevenção
do comportamento anti-social e/ou promoção do bem-estar emocional da
criança e dos pais (Gaspar, 2003) e aumento da qualidade das relações
familiares, implementámos um programa de Educação Parental. Entenda-se
como educação de pais “um conjunto de actividades educativas e de
suporte que ajudem os pais ou futuros pais a compreenderem as suas
próprias necessidades sociais, emocionais, psicológicas e físicas e as
dos seus filhos e aumente a qualidade das relações entre eles” ( Pugh
et al., 1997, citado por Gaspar, 2003).
Trata-se de um modelo de
capacitação parental e não de um modelo de tipo compensatório, ou seja,
centra-se nas potencialidades dos pais, naquilo que eles fazem bem, e
não nas suas falhas.
Este programa assenta no
pressuposto de que todos os pais e outros responsáveis pela guarda das
crianças querem o melhor para as suas crianças e que as educam como
sabem e/ou podem, por isso trata-se de auxiliá-los na sua missão de
educadores fornecendo-lhes informação, orientação e suporte. É
importante ajudar os pais a reconhecer que são eles os primeiros e
principais agentes da socialização das crianças e que,
consequentemente, as suas atitudes para com elas são determinantes para
o seu desenvolvimento harmonioso.
O programa de educação
parental em questão é de natureza educativa e não terapêutica uma vez
que os participantes não estão a ser submetidos a nenhum tipo de
tratamento.
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2. As
sessões
A educação parental
concretiza-se através da reunião de grupos de pais ou outros
responsáveis pela guarda das crianças que, juntamente com as
orientadoras das sessões, discutem e reflectem sobre as práticas
parentais; partilham as suas experiências enquanto educadores e, em
tempos, educandos, e tomam conhecimento de orientações, ao nível de
práticas parentais, resultantes de investigações válidas. O formato é
grupal porque permite a constituição de redes de suporte, ou seja,
possibilita que os pais conheçam outros pais com quem podem conversar e
conviver após o término do programa.
Os pais têm um
papel activo na planificação do programa, de modo a torná-lo
interessante e relevante para o grupo, e na definição das regras (ex.
confidencialidade) pelas quais o grupo se rege.
As sessões
realizam-se todas as sextas-feiras, desde 4 de Fevereiro, das 20h30 às
22h30.
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3.
Destinatários
As sessões de
educação parental destinam-se a pais biológicos ou adoptivos; grávidas;
avós ou outras pessoas responsáveis pela guarda de uma ou mais crianças
com idades até 6 anos de Oliveira de Azeméis.
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4. Meta
Prevenir
o comportamento anti-social e aumentar o bem-estar das crianças e dos
pais.
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5.
Objectivos
Objectivos gerais:
-
Proporcionar aos
participantes um espaço onde podem partilhar as suas ideias e
experiências enquanto pais;
-
Sensibilizar os
participantes para a importância das práticas educativas no
desenvolvimento social e emocional das crianças;
-
Potenciar as competências
parentais dos participantes, partindo do pressuposto de que todos
eles querem o melhor para as suas crianças;
-
Criar redes de suporte e
apoio aos pais;
-
Maximizar a qualidade das
interacções entre a criança e a sua família;
-
Promover a discussão de
estratégias de gestão do comportamento das crianças;
Objectivos específicos:
-
Promover o estilo
educativo democrático em detrimento dos estilos educativos
autoritário, permissivo e negligente;
-
Incentivar a substituição
da punição física por outras estratégias de gestão do comportamento
das crianças;
-
Promover a auto-estima
dos participantes;
-
Melhorar a comunicação
entre os participantes e as suas crianças;
-
Ajudar os participantes a
reduzir/prevenir o mau comportamento das crianças;
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6. Temas
Os 7 primeiros
temas foram escolhidos pelas orientadoras das sessões, os restantes
foram sugeridos pelos pais (clique
para fazer o download dos temas -
temas.doc).
Pretendemos
ajudar os pais a compreender porque os filhos têm determinados
comportamentos e a influência das suas práticas educativas na promoção,
manutenção ou extinção dos mesmos.
Para poder
haver modificação do comportamento desadequado das crianças é
importante que os pais identifiquem o que o desencadeia, qual a sua
resposta habitual ao mesmo e, finalmente, que estratégias utilizar no
sentido de o modificar (Ramalho, 2002).
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7.
Recursos humanos
As sessões são
orientadas pela psicóloga Rita Mourinho e pela estagiária em Ciências
da Educação Vânia Cavaleiro.
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8.
Espaço
As sessões
realizam-se num espaço onde os pais podem tomar café, conviver e falar
sobre si, enquanto pais e mães, e sobre os seus filhos.
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9.
Espaço da pequenada
Enquanto os
pais e mães participam nos encontros, podem deixar as crianças num
espaço que não será apenas lúdico e de entretenimento mas também, e
sobretudo, educativo. Trata-se de um espaço onde as crianças podem
brincar e aprender ao mesmo tempo. Este espaço é dinamizado por uma
estagiária em Ciências da Educação.
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Bibliografia
- Ramalho (2002). Lá em
casa mandam eles? Braga: Psiquilíbrios
- Gaspar (2003). O trabalho
com pais na prevenção do comportamento anti-social. In I. Alberto et
al. (Orgs). Comportamento anti-social: escola e família.
Coimbra: Centro de Psicopedagogia
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Responsável pela
construção, implementação e avaliação do programa: Vânia Cavaleiro -
vania@webritmo.com |
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